segunda-feira, 22 de julho de 2013

Onde tudo começa...

Quando penso hoje no que poderia ter feito da minha vida, me arrependo profundamente por não ter me formado em medicina veterinária. Mas acredite, tenho aprendido bastante com a convivência com as minhas “bolinhas de pelos” amadas!

Minha intenção é poder ajudar todos aqueles que estão começando a criar seus gatos e que ainda se sentem inseguros e com medo do quanto cães e gatos podem ser diferentes.

Para começo de conversa, duas coisas: Eles são completamente diferentes dos cães e não são como a maioria dos preconceituosos os descrevem.

São animais curiosos, sem a menor dúvida, portanto, se você deixar a sua porta aberta com o caminho livre para que ele explore o quintal, os telhados e as ruas, o gato fará. Não porque ele não gosta da sua casa ou da sua companhia, mas a curiosidade desses animais é aguçada e ele não hesitará em descobrir o que tem do outro lado.

Ele não entende que a rua representa perigos físicos e doenças, é preciso que VOCÊ aprenda a mantê-lo protegido dentro de casa.

A minha primeira gatinha foi a Lua, uma vira-lata maravilhosa que, quando chegou nas minhas mãos, não devia pesar mais do que 100 gramas, de tão pequena e frágil. Hoje em dia, é uma moça de seis anos!




Na época eu morava em um apartamento e, portanto, todas as janelas foram teladas para evitar quedas. GATOS NÃO SÃO SUPER-HEROIS, ELES NÃO VOAM E NÃO TEM SETE VIDAS!!!

Pesquisei marcas e marcas de ração antes de definir qual era a melhor. Independente da marca que você escolher, lembre-se sempre de adquirir aquelas que possuem menos corantes. Apesar de parecer que as coloridinhas são mais apetitosas e atrativas, elas costumam ter ingredientes que podem dar gerar problemas para a saúde do seu filhote. O ideal é que a ração seja, no mínimo, da linha Premium.

Caixa de areia é algo natural para eles. Ainda bebês, eles identificam claramente a necessidade de esconder seus dejetos – um dos instintos primitivos que acompanham os felinos. Os gatinhos são guiados automaticamente à caixinha de areia e a limpeza é super simples, com uma pá vazada vendida em qualquer pet shop. Fique atento: se o seu gatinho não estiver utilizando a caixinha algo pode estar errado. Leve-o ao veterinário, pois pode representar um problema de saúde.

Nos próximos textos vou tentar colocar mais informações para ajudá-los a manter seus pequenos saudáveis e felizes ;) Tratarei cada etapa de uma maneira especial. 

Ah sim, e se houver dúvidas é só questionar, responderei com o maior prazer!

Lambeijos para todos os apaixonados por felinos!

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quarta-feira, 17 de julho de 2013

A terapia sem palavras



Você chegou ao hospital e se deparou com uma visita inusitada a um paciente: um cão. Não estranhe, a pet terapia existe e, pelo jeito, veio para ficar.
Também conhecida como Terapia Assistida por Animais, permite a participação de pets como cães, gatos, coelhos, tartarugas e inúmeras outras espécies. A ideia é trabalhar o bem-estar e o crescimento humano através de interações entre os homens e os animais, já que estes demonstraram uma importante mediação no tratamento de pessoas que passam por reabilitações físicas, emocionais e sociais.
O tratamento pode ser feito em crianças, jovens, adultos e idosos com deficiência visual e auditiva, Síndrome de Down, deficiência mental, psicoses, autismo, depressão, estresse, distúrbios, dificuldades de aprendizagem, problemas cardíacos, câncer, Alzheimer, entre outros.
Entre as melhoras que já foram registradas está o aumento na autoestima, a diminuição da pressão sanguínea e cardíaca, a melhora no sistema imunológico e a melhora da capacidade motora.
Em relação à questão emocional, o convívio com os pets pode despertar sentimentos de lealdade, confiança e amor, além de aumentar a interação social e provocar um efeito calmante e anti-depressivo, o que pode colaborar com a redução da medicalização.
É claro que é importante salientar, o paciente não pode ter medo de animais para que o tratamento funcione. Não adianta tentar obrigá-lo a passar por uma situação que gere desconforto, pois isso só prejudicaria ainda mais o tratamento.
Um exemplo recente dessa interação aconteceu em Boston, onde cinco cachorros da raça golden retriever foram levados para ajudar vítimas e parentes do ataque que aconteceu durante a maratona da cidade no dia 15 de abril.
Os cães fazem parte de um programa da Igreja Lutherana, sediada em Chicago, que ajudam pessoas a superar traumas em tragédias.
Inclusive, dois destes pets estavam ajudando estudantes e pais da escola primária de Sandy Hook (Connecticut) desde dezembro de 2012, período em que houve um massacre no local.

Os animais possuem uma alma pura e não cobram nada para oferecer amor e lealdade. Se isso pode ajudar a oferecer uma vida melhor para as pessoas que estão internadas e sofrendo em longos tratamentos, por que não tentar? Afinal, se aprendermos um pouquinho com nossos pets, o mundo talvez se torne um lugar melhor para se viver.