Você chegou ao hospital e se deparou com uma visita
inusitada a um paciente: um cão. Não estranhe, a pet terapia existe e, pelo
jeito, veio para ficar.
Também conhecida como Terapia Assistida por Animais, permite
a participação de pets como cães, gatos, coelhos, tartarugas e inúmeras outras
espécies. A ideia é trabalhar o bem-estar e o crescimento humano através de
interações entre os homens e os animais, já que estes demonstraram uma
importante mediação no tratamento de pessoas que passam por reabilitações
físicas, emocionais e sociais.
O tratamento pode ser feito em crianças, jovens, adultos e
idosos com deficiência visual e auditiva, Síndrome de Down, deficiência mental,
psicoses, autismo, depressão, estresse, distúrbios, dificuldades de
aprendizagem, problemas cardíacos, câncer, Alzheimer, entre outros.
Entre as melhoras que já foram registradas está o aumento na
autoestima, a diminuição da pressão sanguínea e cardíaca, a melhora no sistema imunológico
e a melhora da capacidade motora.
Em relação à questão emocional, o convívio com os pets pode
despertar sentimentos de lealdade, confiança e amor, além de aumentar a
interação social e provocar um efeito calmante e anti-depressivo, o que pode
colaborar com a redução da medicalização.
É claro que é importante salientar, o paciente não pode ter
medo de animais para que o tratamento funcione. Não adianta tentar obrigá-lo a
passar por uma situação que gere desconforto, pois isso só prejudicaria ainda
mais o tratamento.
Um exemplo recente dessa interação aconteceu em Boston, onde
cinco cachorros da raça golden retriever foram levados para ajudar vítimas e
parentes do ataque que aconteceu durante a maratona da cidade no dia 15 de
abril.
Os cães fazem parte de um programa da Igreja Lutherana,
sediada em Chicago, que ajudam pessoas a superar traumas em tragédias.
Inclusive, dois destes pets estavam ajudando estudantes e
pais da escola primária de Sandy Hook (Connecticut) desde dezembro de 2012, período
em que houve um massacre no local.
Os animais possuem uma alma pura e não cobram nada
para oferecer amor e lealdade. Se isso pode ajudar a oferecer uma vida melhor
para as pessoas que estão internadas e sofrendo em longos tratamentos, por que
não tentar? Afinal, se aprendermos um pouquinho com nossos pets, o mundo talvez
se torne um lugar melhor para se viver.